Setor Financeiro

12/07/2017
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Critérios e práticas de financiamento por parte das instituições financeiras públicas e privadas que levem em conta os impactos de projetos para as mudanças climáticas são fundamentais para se estimular um contexto de reduzidas emissões de carbono nos diferentes setores e atividades econômicas, diminuindo o impacto climático das operações de empresas e empreendimentos e o fomento de uma economia de baixo carbono.

Para tanto, os processos de tomada de decisão das instituições financeiras devem estar alinhados com os objetivos da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, do Protocolo de Quioto e do Acordo de Paris, bem como de protocolos como os Princípios do Equador, o Global Compact e o Protocolo Verde.

Nesse contexto, o estabelecimento de um marco legal é de suma importância para que as instituições financeiras se engajem na criação de um ambiente para investimentos voltados a atividades de reduzida intensidade carbônica e gerar segurança por parte das empresas interessadas em buscar financiamentos para se inserirem na economia de baixo carbono, de forma proativa.

Além disso, as instiuições financeiras, a exemplo de outras empresas, podem adotar políticas internas de mitigação, por meio do mapeamento de suas emissões de gases de efeito estufa e adoção de práticas de gestão que permitam sua redução direta, bem como o corte de emissões por parte de seus fornecedores e funcionários.

Na medida em que a sustentabilidade for incorporada ao modelo de desenvolvimento econômico brasileiro, por meio de uma visão integrada das políticas corporativas e das políticas públicas, será possível contribuir para o esforço global de redução dos efeitos das mudanças climáticas sobre o bem estar humano e os ecossistemas naturais.

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